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O que é a CASA DO ARTISTA RIOGRANDENSE:
Conforme o estatuto, art 1° e 2°, "sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, retiro destinado aos artistas necessitados, impossibilitados pela idade ou por motivo grave de prover o próprio sustento, dando-lhes abrigo, alimentação e condições dignas de sobrevivência, dentro das possibilidades da entidade".

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VISÃO DA DIRETORIA - Mostrar dedicação e persistência na melhoria da Casa do Artista Riograndense, mudando a injusta realidade atual, buscando construir um novo modelo de sobrevivência auto-sustentável.
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Vivem na Glória os astros do passado

reportagem antiga

Um terreno extenso e com o mato crescido – onde aqui e ali crescem funchos, guaco, jasmins e até camélias – levam até uma casa velha precisando de reparos, que abriga alguns dos grandes nomes do mundo artístico gaúcho. Hoje, esquecidos do grande público, longe de aplausos, ribalta e microfones, eles vivem de suas lembranças.

Quem passa pela rua Anchieta, no bairro Glória, nem percebe a casa de número 280. O portão é simples e não há uma placa que indique a Casa do Artista Rio-Grandense. Fundada em 23 de abril de 1949 pelo radialista Antônio Amábile (o Piratíni – assim mesmo, paroxítona) e um grupo de artistas preocupados com o futuro dos colegas, a Casa é hoje presidida pelo cantor Darcílio Messias. Darcílio é aquele menino que sempre aparece nas fotos de Elis Regina no início da carreira, pois ingressaram na carreira artística no programa “Clube do Guri”, apresentado por Ary Rêgo, na antiga Rádio Farroupilha.

Segundo ele, a instituição vive de ajuda e com dificuldades. “Queremos estabelecer parcerias. É preciso trocar o piso e fazer outros consertos. Hoje são poucos os artistas que vivem aqui. Cada um tem seu quarto, faz sua própria comida e todos participam da limpeza”, conta.

Darcílio e a vice-presidente da Casa, Therezinha Dias, preocupam-se em atender todas as necessidades dos astros do passado, fazer com que tenham uma vida digna, apesar dos recursos exíguos da aposentadoria. Parece incrível que pessoas que provocaram tantas emoções no público, faziam lotar auditórios e teatros, vivam hoje esquecidos.

Quando recebem visita, é uma festa. Todos querem falar ao mesmo tempo, contar suas histórias de sucesso e vida. Seus olhos brilham, suas vozes têm o dom de fazer voltar o tempo. Voltam a ser estrelas.

Quem mora na Casa do Artista:



Lolita Alves: atriz da P.R.H.- 2.
(Rádio Farroupilha) - 1956


Vários artistas já moraram na Casa. Muitos, de grande sucesso como o cantor lírico Luiz Germont, os músicos Fabrício e Baraldo, todos já falecidos. Hoje, ela serve de abrigo para Maria Therezinha Dias, a Laís Dias, que trabalhou nas companhias teatrais de Procópio Ferreira, Bibi Ferreira e Iracema de Alencar, no Rio de Janeiro. Wilson Roberto foi galã de novelas e, juntamente com um grupo formado por Mariza Fernanda e Maria Ieda, dentre outros, tenta reviver o rádio-teatro.O local também é o endereço de um dos maiores nomes do rádio gaúcho: Lolita Alves.Lolita foi protagonista de inúmeras novelas de sucesso nas décadas de 50, 60 e 70. Geralmente fazia o papel de aristocrata ou de mulher malvada. O público ouvinte apenas imaginava como era o artista (apesar de suas fotos fazerem parte de álbuns de figurinhas). Que pena! Nunca souberam quanto Lolita era amiga de seus colegas.

Em 1959, foi inaugurado o primeiro canal de televisão no Rio Grande do Sul, a TV Piratini. No ano seguinte, surgiu a TV Gaúcha, atual RBS. A maioria dos artistas de rádio migraram para o novo veículo, participando de shows, tele-teatros, musicais e noticiários, pois a programação era local e ao vivo. Em meados dos anos 60, com o advento do vídeo-tape - quando as novelas das TVs Tupi, Record, Globo e Excelsior - eram enviadas para as televisões fora do eixo Rio-São Paulo, alterando programações locais das TVs e o aproveitamento de seus artistas, o rádio - como era em seus anos dourados - perdeu espaço. Acabaram-se as grandes orquestras, os conjuntos musicais, os programas humorísticos e o famoso rádio-teatro, as novelas. Coube à Rádio Farroupilha apresentar a última novela, “O Amanhã Espera por Nós Dois”, protagonizada por Lília Maria e Darcy Fagundes. Na época, Lília Maria, (já falecida, como Darcy) que conquistou inúmeros prêmios em sua carreira como atriz e humorista, estava com 56 anos e era a mais idosa “mocinha” ou “ingênua” de rádio-novelas no país.

O fim dos anos dourados do rádio fez com que muitos artistas ficassem desempregados, enquanto outros se aposentaram mesmo em condições de continuar trabalhando. Todos ficaram abatidos com a nova situação. Do sucesso, passaram ao esquecimento. Vivem de lembranças. É possível que ainda ouçam os aplausos do passado.

Texto: Elina Hornes

4 comentários:

  1. Que saudade! dos artistas do anos 50 e 60, meu tempo!
    Ainda vou visitá-los! Meus Grandes Ídolos! Jamais esquecidos por mim!
    Possuo ainda suas fotos, e os idolatro no meu dia a dia!Muita saudade!
    Vou visitá-los!

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  2. Eu os procuro há 50 anos! E só agora, graças ao advento da internete, consegui esta pista!
    Sou o antigo Rouxinol do Clube do Guri.
    O Roqueiro, que cantava as músicas do Sergio Murillo.
    O namoradinho da Elis Regina... meu orgulho de ser!
    Amigos, até qualquer dia!
    Laerte deves. (Rouxinol ).

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  3. Muita saudade dos tempos em que visitava minha tia-avó Lolita Alves na Casa dos Artistas. Muita saudade!

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  4. Muita saudade dos tempos em que visitava minha tia-avó Lolita Alves na Casa dos Artistas. Muita saudade!

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