DOCUMENTOS IMPORTANTES para DOWLOADS

O que é a CASA DO ARTISTA RIOGRANDENSE:
Conforme o estatuto, art 1° e 2°, "sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, retiro destinado aos artistas necessitados, impossibilitados pela idade ou por motivo grave de prover o próprio sustento, dando-lhes abrigo, alimentação e condições dignas de sobrevivência, dentro das possibilidades da entidade".

DOCUMENTOS para DOWLOAD (clique nos links para abrir)
Casa do Artista PROJETO BASE
Estatuto da Casa do Artista Riograndense
Autorização para Débito em Conta Banrisul
Planta de Situação
Planta de Cortes
Planta de Fachadas
Declaração de Utilidade Pública Municipal
Diário Oficial da Declaração de Utilidade Pública Municipal
VISÃO DA DIRETORIA - Mostrar dedicação e persistência na melhoria da Casa do Artista Riograndense, mudando a injusta realidade atual, buscando construir um novo modelo de sobrevivência auto-sustentável.

sábado, 12 de maio de 2012

Momentos da Casa do Artista Riograndense - Registros passados
(parte 1)

(parte 2)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

No “CORREIO DO POVO” de DOMINGO – 15 de janeiro de 2012

Dos antigos aplausos ao silêncio

Casa do Artista Riograndense, na Capital, abriga atores que há anos aguardam novos convites para retornarem aos palcos


As paredes de um antigo casarão no alto do bairro Glória, em Porto Alegre, guardam lembranças, aplausos, risos, amores e sucessos de uma época de ouro. Ali, na Casa do Artista Riograndense, 11 moradores vivem dias que em nada lembram os tempos agitados e de convites para trabalho do passado. Uns seguem na ativa. Outros, à espera de um chamado. Mas todos com a arte e o talento ainda à flor da pele.

Não existe ex-artista. A arte está impregnada naquele que usa o corpo e a alma para atuar, cantar, brincar, fazer rir e chorar o seu público. Mas o tempo é implacável. E o sucesso de outrora se esvai, e os aplausos, o combustível do artista, vão se silenciando. Carlos La Porta, 75 anos, sabe bem disso. Natural de Porto Alegre, ele começou a atuar em radionovelas em 1954.

"Chegava a fazer umas três novelas por dia. Felizmente, a TV ainda não existia", diz o ator. La Porta fez parte da TV Piratini, em 1959. Participou da extinta TV Tupi, entre 1971 e 1976, integrando diversas novelas. Entre elas, a primeira versão de "Mulheres de Areia", onde fez o papel de Vladimir, o namorado da gêmea má (na versão recente foi representado por Paulo Betti).

Os olhos azuis, a postura ereta e o alto astral denunciam a sua outra profissão: "Fui o primeiro manequim masculino do Rio Grande do Sul", revela La Porta, que teve uma escola para modelos na Capital e, entre os alunos, Dilson Stein, o professor de Gisele Bündchen. Mais do que isso: "Fui considerado o segundo Paulo Autran", lembra, confessando estar desanimado. "Sou ''ex'' de tudo. Tenho a sensibilidade à flor da pele e quero fazer teatro, mas quando penso que é preciso ir em busca de patrocínio, desanimo, porque é uma luta", comenta.

Aposentadoria é uma palavra que passa longe do ator Sirmar Antunes, 55 anos. Ele carrega um currículo extenso, com atuações em produções como "Netto Perde sua Alma", o que lhe rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante em festivais de cinema. Antunes também participou de "Lua de Outubro" (filme) e de "A Casa das Sete Mulheres" (minissérie), entre outros. Ele conta que já ingressou na carreira com os olhos voltados para o cinema. "Eu queria ser um Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo", resume o mais novo morador da Casa do Artista - ele está lá há pouco mais de um mês.

No ano passado, Antunes participou de três filmes, inclusive o longa metragem de Tabajara Ruas "Os Senhores da Guerra", com estreia prevista neste ano. Ele deverá participar de mais dois filmes em 2012 e está ensaiando uma peça de teatro. Além de tudo, ainda faz dublagens e ministra palestras.

As paredes do velho casarão, fundado em 1949, ganharam vida com a arte de Wilson Roberto Gomes, 69. Ele pinta paredes e objetos de decoração com muito talento. O vozeirão, entretanto, entrega a verdadeira profissão desse radioator, que mora na Casa do Artista Riograndense há mais de uma década. "É uma higiene mental", resume Gomes.

Na rua Anchieta, 208, do bairro Glória, as paredes quase podem falar. Elas contam histórias de um tempo bom que não volta mais. Abrigam artistas sempre à espera de um novo espetáculo. Na esperança de que o show tem que continuar.

DOAÇÕES
A Casa do Artista Riograndense está precisando especialmente de alimentos, material de construção e material de limpeza. Interessados em fazer doações podem entrar em contato com o presidente da entidade, Luciano Fernandes, pelo telefone (51) 9123-7519. Contribuições diretas também podem ser feitas no Banrisul, através da agência 0073, conta corrente 06.011348.0-8. Informações sobre a casa: http://casadoartistariograndense.blogspot.com

Apenas uma dama entre cavalheiros

Apenas uma dama vive entre os cavalheiros na Casa do Artista Riograndense, situada no bairro Glória, em Porto Alegre. O nome dela é Maria Therezinha Pereira Dias, de 85 anos.
Viúva de Vanoli Pereira Dias, conhecido por dirigir a maioria dos filmes de Teixeirinha, ela e o marido viajaram pelo Brasil na companhia de Procópio Ferreira e Bibi Ferreira, entre outros artistas famosos. "Minha formação é cabeleireira, mas tive que ser atriz por necessidade", lembra Maria Terezinha.
Atualmente, ela vive na Casa do Artista. Sua história mais triste é a perda do filho caçula, quando ele tinha apenas 21 anos. O mais velho, que atua como artista plástico, está morando no Litoral. A mãe segue os seus dias na casa que, para ela, é como viver num retiro, ao lado de colegas de profissão.

Ator circense administra o local

À frente desta república que é a Casa do Artista Riograndense está um jovem ator circense. Há dois anos, Luciano Fernandes, de 36 anos, administra o local. E, aos poucos, tenta com dificuldades colocar a casa em ordem. As doações são poucas, mas ajudam no pagamento das contas essenciais, como água, telefone e Internet. Um antigo colaborador paga a conta de luz há anos. 

Ainda, uma parceria com a Corag permitirá que os moradores tenham oficinas de informática. "Isso fará com que eles se conectem à classe através da Internet", diz Fernandes. Uma parte do grande casarão está em reforma. A ideia dele é transformar a estrutura para receber artistas vindos do Interior. "Para que possam se hospedar aqui e também fazer shows para dar vida à nossa casa." Durante um tempo, a casa ficou jogada à própria sorte. Quem administrava o local eram os próprios moradores. O matagal tomou conta da frente da casa durante muito tempo. Aos poucos, Fernandes, que é muito mais novo que os seus inquilinos, conquistou a confiança dos velhos artistas
"Nossos moradores são livres. Aqui tem muito trabalho para fazer", resume.



Projeto Artistas Conectados - Apoio: Corag

Como objetivo geral se tem capacitar os moradores da Casa do Artista Rio-grandense para uso das novas tecnologias digitais, buscando integrá-los a este meio de comunicação, visando assim sua possível reinserção no mercado de trabalho das artes. Além de levar este tipo de atividade também para a comunidade local, buscando integração desta com a casa.

Com o aprendizado destas linguagens, os moradores estarão mais aptos a divulgar e assim preservar a memória histórica e cultural da casa, no que tange ao trabalho realizado por estes artistas no passado. A comunicação através de redes sociais, blogs informativos e de divulgação e alternativa para ocupar o tempo ocioso dos moradores podendo trazer-lhes novas perspectivas quanto a seu trabalho são os pontos mais visados, tendo em vista a vontade de muitos de continuar atuando de alguma forma no campo das artes.
Teremos monitores capacitados para que se ministrem oficinas e vamos adquirir equipamentos de informática (computadores - CPU/Teclado/tela/Mouse - noteboock, impressoras, caixas de som, microfones, Web Cam), mesas e cadeiras.
Vislumbramos a manutenção histórica de uma cultura regional, de nossas “bibliotecas vivas”, homens e mulheres, trabalhadores das artes que carregam mais que as dificuldades inerentes a uma sociedade que não está preparada para atender qualificadamente a geração da “terceira idade”. A chamada “melhor idade” é prioridade (Lei 10.741/2003 – Estatuto do Idoso) conforme seu artigo terceiro:
“É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.”
apoio: 

Banner de indentificação no portão de entrada do Casa do Artista
Doação do Grupo Depósito de Teatro
Obrigado Roberto Oliveira
A Associação Cultural Depósito do Teatro é uma entidade cultural sem fins lucrativos, com gestão democrática e transparente, fundada em 1996. Durante seus 15 anos de existência, teve a felicidade de produzir 25 montagens profissionais de excelente qualidade artística, referendadas pelo público e pela crítica especializada, conquistou inúmeras indicações ao Troféu Açorianos e Tibicuera, e foi agraciada em várias ocasiões e diversas categorias com estes prêmios oficiais da Prefeitura de Porto Alegre

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Idosos de tanto valor para sociedade do Rio Grande do Sul

Nas fotos: Wilson, Catulo, Laís Dias, Zezão e nas fotos abaixo os novos moradores La Porta e Sirmar Antunes.

Nenhuma outra Casa abriga pessoas idosas de tanto valor para sociedade do Rio Grande do Sul como a Casa do Artista Riograndense. A maioria das entidades assistenciais tem apoiadores. Nós temos 10 moradores e uma diretoria que desenvolve um trabalho voluntário. A Casa do Artista é uma das únicas entidades que cuida de artistas idosos do Brasil. Temos muitos asilos na cidade. Não somos um asilo, lá as pessoas ainda trabalham e estão a procura de mais atividades para exercer seus ofícios.

A Casa do Artista esta reformando suas estruturas físicas aos poucos e tem recebido muitas visitas, temos feito divulgações em TV, rádio, jornais, universidades, na Câmara de Vereadores, Assembléia Legislativa, internet e redes sociais. Os moradores com o passar o tempo tem sentido e elogiado a presidência pelas reformas, as maiores que viram nos últimos anos – tudo isso graças às doações.
Você que se sensibilizou com a questão da Casa do Artista Riograndense, que acolhe esses velhos artistas, se deu conta de quanto é importante cuidar do nosso patrimônio cultural humano que esta morando na casa, um lugar seguro, livre, limpo, organizado, com livros, luz, máquina de lavar roupa, computadores, internet, alimentos e reuniões com uma psicóloga. É uma experiência atual única.
Penso que as pessoas que podem vir a se beneficiar da Casa do Artista e que têm possibilidades para tanto talvez pudessem pensar a respeito de contribuir com algo, por pouco que fosse.
Que tal contribuir com dois ou três trocados hoje? - ou R$5 ou R$20!
Conta de Banco e CNPJ da Casa do Artista Riograndense:
Depósitos no Banco BANRISUL - AGÊNCIA 0073 - CONTA CORRENTE 06.011.348.0-8
CNPJ 88.316.336/0001-09 (a pedidos, para fazer transferência de outros bancos)
O que é surpreendente na Casa do Artista é que pessoas como eu, que adoram arte como o teatro o circo a dança, podem dividir a paixão com os moradores. É isso que torna a Casa do Artista tão mágica - existe uma luz silenciosa dentro dos humanos que nasce da vontade de ajudar e que tem feito a casa melhorar e evoluir!
Por favor ajude a manter esse lar de acolhimento fazendo uma doação hoje mesmo.
Para onde vão as sua doações
Gastos de contas e da reforma: Água, faxina, alimentos, pintores, pedreiros, tinta, cimento, ferreiro para portões e grades, produtos de limpeza, contadora, água, gás, lâmpadas, e campanhas de valorização da casa.
Ao doar, você ajuda a Casa do Artista, uma associação sem fins lucrativos que abriga artistas com mais de 60 anos em dificuldade financeira e outros projetos da Casa. Em relação a nossa política de privacidade de doadores, não expomos suas informações a ninguém.
Estamos tentando facilitar as doações. Por favor, deixe-nos saber como poderíamos facilitar sua doação. Envie suas sugestões para:
FAZER UMA CONTRIBUIÇÃO MENSAL
Contribua com o débito em conta automaticamente, me pergunte como.


Facebook da Casa do Artista

Olá, a Casa do Artista Riograndense está convidando você para participar do Facebook.
Uma vez que estiver participando, você será conectado com a página Casa do Artista Riograndense, juntamente com as pessoas e outras coisas que lhe interessam.
Atenciosamente,
Casa do Artista Riograndense
Dê uma olhada no Facebook da Casa através do link abaixo:
http://www.facebook.com/p.php?i=1178547222&k=AQBIF3854r2tC8sDfpk7baB0gpNeNX3Aq1mda38-AHcIL4ZqZcAJnWQt_PZB97WRn5ObCA&r&oid=143277515779403



Apresentação do Moradores - Terça InCâmara


Apresentação do Moradores da Casa do Artista Riograndense

Terça InCâmara - Atrações Culturais com entrada franca
Dia 29 de novembro
20 horas
- Zezão Música e Percussão
- Fotos Históricas
- Vídeos Historicos
- Rádio Teatro (texto e interpretação dos proprios moradores)

O Terça InCâmara é um projeto desenvolvido pela Câmara Municipal de Porto Alegre, desde março deste ano, e faz parte da programação do Teatro Glênio Peres, localizado na Casa Legislativa (Av. Loureiro da Silva, 255).
Objetivo: Motivar os moradores da casa!


Show da "Capitão Rodrigo" alimentos para Casa

Depois de quatro anos na estrada, é com imenso orgulho que convidamos toda gente para o lançamento do primeiro CD da banda Capitão Rodrigo - O Rock além da Música.
Será no Salão de Atos da Reitoria da UFRGS, no dia 19 de novembro às 20hs, como encerramento do projeto Som no Salão 2011.
O show contará com as participações especialíssimas de Aby Asé, Nina Fola, Miriã Possani, Marcos Bombardelli, Mauro Bruzza e Olívio Dutra (disse que vai com bigode e tudo mais).
A entrada é franca, mas você pode levar 1kg de alimento não perecível para ser doado a comunidade terreira Ilê Asé Yemonja Omi Olodo da vila São José e para a Casa do Artista Riograndense.
Quem for de bicicleta estará concorrendo a diversos prêmios super bacanas:
Manutenção da sua bici, bolsas de estudo em escolas de dança, Capoeira, Flamenco, Tango, ingressos para espetáculos, além de surpresas especiais que só quem for descobrirá.
O coquetel começa às 19hs e fica por conta da trupe do Cabaré Valentin, Cia. Divina Comédia e 
DJ Lúcifer.





Zé da Terreira na Câmara de Vereadores

Zé da Terreira em emocionado discurso na Câmara de Vereadores. 
No dia da Audiência da Comissão de Cultura

Postado no Facebook do SATED-RS em 18 de Outubro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

16 Mulheres cantam para ajudar a Casa do Artista Riograndense no Bongo Bar

Confraria do Bem na quarta do Bongô
O Bongô te convida para fazer uma boa ação: na quarta-feira, 21, teremos o show Confraria do Bem e a renda dos ingressos será totalmente revertida para a Casa do Artista Riograndense, que ampara nossos talentosos gaúchos com mais de 60 anos. A noite será embalada pelas doces vozes das meninas da Confraria das Cantoras, que tem na formação Midian Almeida, Luíza Caspary, Lica Tito e mais 13 cantantes.Vale trazer amigo, pai, mãe, tio, vizinho. O que não vale é perder a oportunidade de se divertir e, de quebra, ajudar muito quem precisa!

ABERTURA DO BAR: 21h
INÍCIO DO SHOW: 22h
INGRESSO: R$ 10,00 (toda a renda será doada para a Casa do Artista Riograndense)
Quem: Show Confraria das Cantoras
Quando: quarta-feira dia 21 de setembro, 2011
Onde: Bongô Bar – Rua João Alfredo 471
confira o flayer!

Show ajuda casa com produtos de higiene pessoal e limpeza


Zero Hora - SEGUNDO CADERNO sobre a Casa do Artista Riograndense


Imagem da arte que saiu na programcao da revista da prefeitura


Oito coringas e uma dama de fino trato


Maria Therezinha é a única mulher entre os nove moradores da Casa do Artista do Rio Grande do Sul | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Geraldo Hasse
Especial para o Sul21

A Casa do Artista Riograndense está com a lotação (quase) esgotada. Nessa pitoresca república fundada em 1949 no bairro Glória, em Porto Alegre, cabem onze pessoas, mas atualmente fazem parte do elenco nove moradores de 60 a 84 anos. São atores mais ou menos inativos que já tiveram seus momentos de brilho em palcos, passarelas, picadeiros e estúdios de filmagem ou gravação, mas não abrem mão do direito de trabalhar. Ali, ninguém se considera carta fora do baralho. Eternamente na berlinda, alguns fazem bicos, outros pontas, de preferência na atividade artística original. Os que não têm mais força para perseguir a fama e a fortuna como em outras temporadas satisfazem-se contando ricas histórias pessoais que dariam bons enredos para contos, novelas ou romances. O que nem sempre existe é platéia para tantos corações solitários.

No bairro Glória, o retiro dos artistas tem lugar para 11 pessoas | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
No momento, a única dama da casa é Maria Therezinha Pereira Dias, viúva de Vanoli Pereira Dias, que ficou na história como o diretor da maioria dos filmes de Teixeirinha. Ela nasceu em 1927 no alto da rua Coronel Bordini, no bairro Moinhos de Vento, e se criou na rua Jacinto Gomes, no Bom Fim. O pai de origem alemã (sobrenome Eirth) tinha uma gráfica que durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi absorvida pela tipografia da Livraria do Globo. Recém-formada cabeleireira, casou aos 19 anos com o ator Vanoli Pereira Dias, com quem “mambembou” pelo Brasil durante uma década, apresentando-se como Lair Dias ao lado de Procópio Ferreira e Bibi Ferreira, entre outros atores menos famosos.
Com dois filhos, cansada de cozinhar papinhas em espiriteiras e lavar roupas em pias de hotel, voltou para Porto Alegre, onde se conformou com o papel de ex-(primeira)mulher de Pereira Dias – ele morreu em 1989, aos 64 anos, após o quinto casamento. Apesar de separados, os dois se viam com alguma frequência. O último encontro foi casual, na ponte onde se cruzam as avenidas Ipiranga e Getúlio Vargas, sobre o arroio Dilúvio, em Porto Alegre. “Quero te dizer uma coisa”, sussurou ele, muy jururu, abatido pelo diabetes. Ela não o levava muito a sério, mas ficou comovida com sua última fala: “Tu foste o primeiro, único e verdadeiro amor da minha vida”. Ainda hoje ela diz o mesmo dele. Nunca teve coragem de casar de novo, apesar de ser muito cobiçada nos bastidores da vida artística enquanto morou no Rio e em São Paulo.

Maria Therezinha foi modelo de escolas de arte. No centro do quadril se destacavam as covinhas que imortalizaram a Vênus de Milo. “Talvez ainda estejam aqui.” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Magra, tinha o corpo bem feito, tanto que foi modelo vivo de escolas de arte. Os professores gostavam de mandar desenhá-la nua, de costas, pois no centro do lindo quadril se destacavam as covinhas que imortalizaram a Vênus de Milo. “Talvez ainda estejam aqui”, diz ela, passando a mão nas costas, cobertas por um robe colorido, presente do único filho vivo, Pedro, 64 anos, artista plástico em Florianópolis. O caçula morreu em 1976 aos 21 anos. Tinha o mesmo nome do pai, com quem trabalhava na produção dos filmes de Teixeirinha. Tragédia: com sua câmera, Vanoli Filho procurava um bom ângulo de filmagem do Auditório Araújo Vianna quando despencou de uma altura considerável. Um ano depois, quando parecia curado, morreu de um aneurisma provavelmente causado pela queda do alto. É a história mais triste de Therezinha, que há dois anos foi atropelada quando tentava pegar um ônibus na Glória. Hospitalizada durante mais de um mês, recuperou-se nas casas de uma irmã e do filho. Apenas há cinco meses voltou à Casa do Artista, onde reencontrou seu quarto intacto, no fundo do corredor do primeiro andar (a casa é um sobrado). Durante sua ausência, morreram as outras três mulheres que também moravam no pensionato. Seus quartos foram ocupados por novos remanescentes da ribalta portoalegrense.
“Avô” de passarela de Gisele Bundchen
Alegre, cheio de vivacidade, o depoimento da viúva Pereira Dias foi ouvido em respeitoso silêncio pelo ator Carlos Alberto de La Porta, 75 anos, que se mudou para a casa há pouco mais de um mês. Ereto, alto astral, ele ostenta o perfil do ator norte-americano Tyrone Power. Apresenta-se como o primeiro manequim e primeiro modelo fotográfico do Rio Grande do Sul, atividades predominantes numa carreira que abrangeu também o radioteatro, o teatro, o cinema e a televisão. Por coincidência, De La Porta trabalhou como coadjuvante num dos filmes de Teixeirinha, sob a direção de Pereira Dias. “Me lembro como ele sofreu com a morte do filho”, diz ele.

De La Porta é “avô” de passarela de Gisele Bundchen, pois o professor dela, Dílson Stein, foi um dos seus melhores na sua academia | Ramiro Furquim/Sul21
Começou cedo na lida artística porque o pai (Miguel de La Porta) trabalhava no Teatro de Resistência da Azenha, onde havia sessões diárias. Palco e passarela nunca o inibiram. Luzes, câmeras, microfones sempre o atraíram. No desfile de um chá beneficente apresentado pela cantora Hebe Camargo (“Eu tinha uma andorinha que me fugiu da gaiola”), em Porto Alegre, De La Porta apareceu vestido de noivo ao lado da jovem manequim Yeda Maria Vargas, que anos depois, em 1963, se consagraria como Miss Universo. Muitas lembranças… Na inauguração da TV Piratini, em 23 de dezembro de 1959, fez o papel de Ano Velho num quadro antológico sobre a mudança do calendário. Como ator, trabalhou em São Paulo ao lado de Paulo Autran e Carmen Silva. Foi aluno de Antunes Filho, o maior diretor brasileiro de teatro, que lhe ensinou postura de palco que usa também na vida cotidiana. Pai de três filhos e avô de sete netos que moram no interior (Caxias do Sul e Parobé), sustentou-se por décadas como professor de manequins, ensinando dezenas de jovens a exibir roupas em passarelas. Sheron Rodrigues, Leila Lopes, Vanderli são ex-alunos seus que foram looonge desfilando. De certa maneira, De La Porta é “avô” de passarela de Gisele Bundchen, pois o professor dela, Dílson Stein, foi um dos seus melhores na academia que manteve durante anos na Rua dos Andradas. Tudo ia muito bem até que desabou o telhado do velho casarão – hoje ali funciona um estacionamento. Foi no final do século XX. De La Porta passou a dar aulas em outra academia na rua General Câmara, mas dali por diante as coisas começaram a andar para trás, como num filme rodado ao contrário.
Aposentado com um salário, De La Porta está tentando elevar seu pecúlio pois durante anos contribuiu sobre sete salários. Diz que conhece a Casa do Artista desde a fundação. Acalenta um sonho, construir um teatro de bolso ou levantar um palco-auditório no terreno defronte à república. Assim a maioria não precisaria sair de casa para estudar, ensaiar ou apresentar-se. O mais difícil é conseguir a adesão dos colegas de moradia. A maioria é muito individualista, isola-se nos próprios quartos ou envolve-se em trabalhos fora da casa.

Gomes mantém o vozeirão que durante anos lhe garantiu papéis de velho em novelas de rádio. | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
“Conde. Apenas Conde”
É o caso de “Wilson Roberto Gomes”, 69 anos, ex-ator de radioteatro que presta serviços gerais num edifício vizinho. Mesmo cansado, Gomes cuida da casa; morador antigo, é apontado como o autor da maioria das obras de arte que decoram as paredes do pensionato. Rechonchudo, mantém o vozeirão que durante anos lhe garantiu papéis de velho em novelas de rádio.

“Eu sou do tempo do avião a lenha”, diz Catulo Parra, recordando um dos seus bordões | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Outro morador com um ano de casa é o ator Catulo Parra, 62 anos. Pai de quatro filhos, inclusive de uma moça chamada Violeta Parra (o mesmo nome da compositora chilena de “Volver a los 17”), Catulo começou alegrando a calçada na frente da Casa Catraca, na Azenha. Depois “parou rodeio” na frente da Galeria Malcon, na Rua dos Andradas. Em inúmeras temporadas trabalhou na animação da Feira do Livro como o eterno, o impossível Palhaço Carambola. “Eu sou do tempo do avião a lenha”, diz ele, recordando um dos seus bordões. Foi ator em Calabar, Hoje é Dia de Rock e dezenas de peças infantis e adultas que lhe deram um Tibicuera e um Açorianos como melhor ator. Na parede do corredor do seu quarto, uma galeria de posters fotográficos comprova a variedade de uma carreira marcada principalmente por papéis cômicos. A artrite que lhe garantiu uma aposentadoria por invalidez não o impede de trabalhar. No momento se prepara para participar de uma peça montada por Julio Zanotta, ex-presidente da Casa do Artista.
Os outros moradores da casa não estavam presentes ou ficaram quietos no seu canto durante a visita do Sul21, ao entardecer da última quinta (28). O único que abriu rapidamente a porta do quarto, mostrando a cabeça raspada e o cavanhaque branco, não quis falar nem ser fotografado. Disse estar se preparando para gravar um CD em Curitiba, como cantor. Animado, em pleno ensaio solitário, estava com o computador portátil ligado. Seu nome? “Conde. Apenas Conde”. Segundo os outros residentes, ele não gosta que saibam que está morando na Rua Anchieta, 280, na Glória, em cujo jardim havia apenas um carrão Ford estacionado. Sem mistério: o carro é do próprio Conde.

A casa inspirou-se no Retiro dos Artistas, fundado em 1918 no Rio de Janeiro e que dá aulas de teatro, com apoio da TV Globo| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Entregue a si mesma por 10 anos, a república dos artistas da Glória está desde 2010 sob nova direção. O presidente é Luciano Fernandes, um jovem palhaço e professor de artes circences que vem liderando um mutirão para suprir as carências mais elementares dos moradores. Membro da diretoria do Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos, que “assumiu” a Casa do Artista, ele obteve recentemente uma subvenção de R$ 10 mil da prefeitura para uma reforma da casa, que precisa de reparos e pintura. O imóvel foi doado pela família de Fabio Rocco, conhecido pelo nome artístico de Cláudio Real, um dos pioneiros da radionovela gaúcha. A casa inspirou-se no Retiro dos Artistas, fundado em 1918 no Rio de Janeiro e que dá aulas de teatro, com apoio da TV Globo.
atenciosamente,
Luciano Fernandes
Presidente da Casa do Artista Riograndense
www.casadoartistariograndense.blogspot.com
Fone: 9123-7519

Grupo Teatral de Passo fundo se hospeda na Casa do Artista Riograndense durante o CINPOA do Sated-RS

CINPOA - Cena do Interior em Porto Alegre
retoma agenda com espetáculo de Passo Fundo
“Tudo na Cama” é a peça da Cia. Arte & Palco”, de Passo Fundo, que abre a programação de agosto da Cena do Interior em Porto Alegre (CInPoA), mostra teatral realizada na Casa de Cultura Mario Quintana que traz um panorama das produções realizadas no interior do Estado, com apresentações de sextas a domingos, 20h, no Teatro Bruno Kiefer (6º andar). Voltada para maiores de 16 anos, estará de 5 a 7 de agosto no local, com ingressos a R$ 10,00.
Escrita por Benedito Silvério de Camargo e dirigida por Edgar Moreno, a comédia sobre relacionamentos traça uma análise sutil e bem humorada do cotidiano, sob duas óticas: masculina e feminina, propondo soluções simples e criativas. Uma explosão de bom humor, com cenas de riso explícito. Um desses problemas pode ser o seu e, talvez, nesta comédia, entre o riso e a realidade, você consiga solucionar fazendo... tudo na Cama! O elenco conta com Carlos Job e Helen Marie.
SERVIÇO:
Dias: 5 a 7 de agosto de 2011 (sexta a domingo).
Horário: 20h.
Local: Teatro Bruno Kiefer – 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 - Centro)
Ingressos: Preço único de R$ 10,00.
 
Realização:
SATED-RS – www.satedrs.org.br
CCMQ – www.ccmq.com.br
Casa do Artista Riograndens
ATENÇÃO – A Casa do Artista vai pela primeira vez em sua história vai hospedar temporariamente
7 integrantes do elenco da Cia. Arte & Palco de Passo Fundo na brava tentativa
de se aproximar cada vez mais da classe artística gaúcha e assim da sociedade em geral.

Casa do Artista sai na revista do 18º Poa em Cena



É com orgulho que agradecemos o espaço para divulgação, desta entidade de utilidade pública, na revista do 18º Poa em Cena. Confira na imagens abaixo. Aproveitamos o momento para agradecer os atuais colaboradores de débito em conta mensal e a Prefeitura de Porto Alegre que este ano apoiou a Casa com 10 mil reais para reformas.

Se você deseja fazer contribuições aleatórias deixo aqui o numero da conta e peço que me comunique por e-mail ou telefone. Sempre divulgo as gentilezas aos moradores, os maiores beneficiados. Banco BANRISUL  - AG. 0073 CONTA CORRENTE 06.011.348.0-8

Esta Casa que existe desde 1949 e é um patrimônio para nossa cultura artística gaucha.

Atenciosamente,
Luciano Fernandes
Presidente da Casa do Artista Riograndense
Fone: (51) 9123-7519 e-mail: contato@lucianofernandes.com.br

Espetáculo "VIVA ÁGUA VIVA" a ENTRADA foi 1 Kg de ALIMENTO



                            Retorna “VIVA-ÁGUA-VIVA” peça teatral livremente inspirada em “Água Viva”, ficção de Clarice Lispector com adaptação e direção de Renato Del Campão *

DIAS 10,11,17 e 18 ÀS 21H , NA SALA 400 /
ESPAÇO TEATROFÍDICO (quarto andar ) USINA DO GASÔMETRO *

INGRESSO 1KG ALIMENTO NÃO PERECÍVEL,
QUE SERÁ DOADO Á CASA DO ARTISTA RIOGRANDENSE.

COM
RENATO DEL CAMPÃO
JAIRO KLEIN

sexta-feira, 24 de junho de 2011

FESTENECO NO ARRAIAL festa tem errecadação para Casa do Artista

Festeneco no Arraial

Diversão em torno dos festejos Juninos, com um engraçado Casamento na Roça, quentão, pipoca e muito mais!

O Festeneco é um encontro tradicional entre os artistas que trabalham com Teatro de Bonecos, um momento de livre expressão de arte, reunião e celebração em que são mostrados esquetes, improvisos de técnicas variadas e onde a diversão e a troca de experiências se fazem descontraidamente na forma de um festejo.

O primeiro Festeneco In Dança, apresentado no Dia Internacional da Dança foi uma celebração de mais de 500 pessoas numa festa divertidíssima com mais de dez esquetes e apresentações de artistas de ambas as artes, do interior e capital que foram entremeadas por momentos de muita diversão nas duas pistas.
Nesta edição o Festeneco no Arraial, estaremos nos divertindo em torno dos festejos Juninos, com um engraçado Casamento na Roça, quentão, pipoca, barraca do beijo e outras surpresas que a equipe da Casa de Teatro está preparando, os Bonequeiros já estão se organizando e preparando seus esquetes.
Este Festeneco tem o propósito de apoiar a Casa do Artista Riograndense com renda em benefício desta.
Traga a sua Solidariedade, vamos nos divertir e se você tem interesse em participar com algum esquete as inscrições ainda estão abertas no Facebook Semana Teatro de Bonecos.
Serviço
O que:
Festeneco no Arraial
Quando: 25 de junho às 17h
Onde: Casa de Teatro - Rua Garibaldi, 853
Quanto: R$ 5,00
Organização: Semana do Teatro de Bonecos, Luciano Fernandes
Apoios: Coordenação de Artes Cênicas - CAC , Silvia Abreu Comunicações, SATED/RS
Grupos confirmados
  • Catulo Parra- mestre de cerimonias
  • Serrote Preto
  • Camaleão
  • Anima Sonho
  • A Divina Comédia

domingo, 15 de maio de 2011

Ações Prioritárias

- Água e Luz em dia;
- Limpeza Geral;
- Pintura externa e interna;
- Colocação de porteiro eletrônico;
- Restauração de portas e janelas e colocação de grades;
- Recuperação dos passeios externos;
- Recuperação geral da parte de alvenaria da cozinha;
- Pintura de grades externas (portas e janelas);
- Aquisição de eletro doméstico e equipamentos necessários ao pleno funcionamento da Casa;
- Dedetização, desratização da Casa;
- Revisão e concerto da rede hidráulica e elétrica;
- Reforma da lavanderia;
- Recuperação dos muros e portão principal com colocação de grades protetoras;
- Reforma da caixa d’água;
- Instalação de rede telefônica; (RESOLVIDO)
- Instalação de Internet; (RESOLVIDO)
- Instalação de antiderrapantes nas escadas; (RESOLVIDO)

- Mangueira para regar as plantas e flores; (RESOLVIDO)
- Carrinho de mão para transporte de lixo e folhas varridas;
- Escadas para trocas de lâmpadas e manutenções aéreas
- Caixa de Ferramentas (alicate, martelo, chave de fenda e philips, etc.)
- Extintores. (RESOLVIDO)

sábado, 14 de maio de 2011

SINDIMUS-RS ajuda a pagar a conta de Água

Prezado Amigo Sr. Adair Batista Antunes - Presidente do SINDIMUS-RS,
Esta postagem tem o objetivo de agradecer a constante ajuda financeira que estão generosamente doando para pagamento de algumas contas de abastecimento de água.
Somos uma instituição não-lucrativa e temos como missão: Mostrar dedicação e persistência na melhoria da Casa do Artista Riograndense, mudando a injusta realidade atual, buscando construir um novo modelo de sobrevivência auto-sustentável - atendendo pessoas com mais de 60 anos em dificuldade financeira - e para a realização desse trabalho dependemos de apoiadores como V.Sª, sempre presentes quando as dificuldades parecem se tornar insolúveis.

Cordialmente
Casa do Artista Riograndense
Luciano Fernandes - Presidente

 O Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul - SINDIMUSRS, teve origem no Centro Musical Portoalegrense, criado em 31 de janeiro de 1920 e representa a categoria dos músicos do nosso Estado junto à sociedade. Sempre atuando em favor do músico profissional, teve durante esta trajetória, muitas lutas e conquistas. Atualmente, o nosso Sindicato luta por um mercado de trabalho mais amplo e que ofereça condições dignas para que o músico exerça a sua profissão. Oferece, além disso, serviços e convênios como atendimento jurídico, serviço médico, assessoria previdenciária entre outros.